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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Babilônia


Em primeiro lugar, bem-vindo de volta. Em segundo, você que nunca esteve aqui, seja de toda e todo bem-vindo. A primeira lição foi tomada em outro endereço eletrônico, por problemas maiores que eu e o Google não pudemos continuar morando naquele sítio e cá estamos.

Imagine uma confusão, mas não uma barafunda, um rebucetário, vozearia, alarido. Imagine uma mistura, uma heterogeneidade, uma complexidade, algo tão colorido de plural que é quase branco. Imagine um multicultural, uma pluriculturalidade, nada heterogêneo. Imagine uma babel, uma babilônia, uma coisa que pretende chegar ao topo e que mistura muita coisa, uma torre de babel.
Essa é a Portugal contemporânea, uma eterna mistura de tudo de todos os lugares, do ontem e hoje, do passado e do presente. De cada canto de todas as cidades ouve-se uma língua diferente, de cada lugar ouve-se um novo modo de ouvir e falar português. Um português com sotaque alemão, chinês, inglês, espanhol, árabe... Hindu.

Acima de tudo e de todos está imperando a nação falante de língua portuguesa. Sim! Imperando eu, você, Portugal, alguns países da Ásia e outros tantos da África. Essa nação “lusofônica” não é de toda e todo heterogênea (o), temos nossas diferenças, mas somos a terceira língua mais aprendida do mundo e ganhamos o status de língua do futuro.


E lá vou eu, lá vou eu... Para a terceira lição.. Ops! Segunda: Portugal realiza um culto extremado à sua língua e isso não o impediu de fazer-se uma nação bilíngue. Eles sabem português e sabem perfeitamente o inglês, tem o domínio e pretendem dominar. Para Portugal o que importa é que ao fim, de cada batalha diária para tornar-se uma babel, o idioma que se estabelece culto, venera e fala, da ponta da língua ao céu da boca, é o português.  Essa língua do passado e do futuro, a língua do país que desde sempre, de quando da modernidade, sempre foi país/estado/nação.